domingo, 8 de julho de 2007

Ao mais que amigo...

----Você já deve ter lido diversas vezes a respeito de dar valor às coisas que você tem, enquanto AINDA as tem. É até meio entediante certas vezes ler a respeito, pois é típico daqueles SLIDES de Power Point que se recebe todo o dia na caixa de e-mails. Sabemos que certas vezes isso é uma hipocrisia, pois quase ninguém consegue dar valor ao que tem até que perca aquilo. Não digo que não existe quem consiga tal façanha. Há pessoas que dão muito valor ao que tem, às pessoas que estão a sua volta. Porém é complicado. Digo por mim mesmo. Eu já perdi muito na minha vida, e não conseguia dar o devido valor àquelas pessoas, coisas, etc. Até agora.
----Depois de tanto levar nas "paleta", aprendi a dar o devido valor às coisas. Talvez não o melhor valor, a melhor expressão de amor, a maior dedicação, a mais bela declaração de amor, mas aquela que está dentro do meu coração, no profundo da sinceridade. Essa é a que quero dar a partir de hoje. E quero compartilhar isso com você! Tome uma atitude na sua vida! Procure dar valor àqueles que estão ao seu redor. Sabe aquele cara do colégio que insiste em te incomodar, mas depois vem todo dodói te "bajulando"? Esse cara não merece seu valor. Ele merece, sim, seu perdão, mas não é uma pessoa que merece ser seu amigo. Deixe-o de lado, não vá atrás. Dê valor àqueles que talvez não estão ao seu lado em tempo integral, mas que você sabe que quando precisar, ele estará lá. Não se deixe levar pelas aparências. A amizade não se consolida da noite para o dia. Demora! É um processo. O amor não flui de um dia para o outro. Flui aos poucos, conforme você vai conhecendo a pessoa, seus defeitos, suas qualidades, suas manias. Essa é a maneira de amar uma pessoa, de dar valor à ela. Até mesmo estava conversando com um amigo meu esses dias. Ele me contava que descobrira os verdadeiros amigos. Citou-me alguns e eram poucos. Talvez uns quatro, no máximo cinco. Me contou também que alguns "amigos" continuamente perturbam-no, ofendendo-o de certo modo que o magoou. O que eu disse a ele foi apenas que aqueles não são os verdadeiros amigos. Eles não merecem a amizade de alguém bom. Não merecem o valor devido. Não merecem.
----No momento da perda é que vemos o quão importantes as pessoas são para nós. Não deixe de abraçar a pessoa que você ama. Não deixe de dizer que a ama. Você é menino e ela é menina? DEIXA DE BOBAGEM, GURI. Diz pra ela que você a ama. É sua amiga, não perca tempo, não perca a oportunidade. Não deixe de dizer que a ama agora, para não sentir remorso depois. Quando aquela pessoa estiver longe você vai ter apenas a lembrança dela e vice-versa. Fale! Não quer falar? Demonstre. De alguma maneira diferente, bela, interessante. É através deste texto que despeço-me de um grande amigo. Um irmão mais velho. Alguém que tem um coração lindo e puro. Alguém que merece o meu valor. Que merecia muito mais. Antes, com a proximidade, não dei o verdadeiro valor que aquele amigo merecia. Agora, com a distância, acordei. Antes que ele vá embora de vez, tentarei demonstrar o quão importante ele é para mim. Cara, tenho uma coisa só a dizer: te amo. Ame, caro leitor. Diga. Faça. Deixe de palhaçada e viva. Mostre. E seja feliz.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Naquela época...

----Você já acordou com uma sensação estranha? Estranha no bom sentido. Aquele dia que parece que tudo está diferente, ou então, que tudo está como você sempre quis que estivesse? Hoje acordei assim. O meu coração tem várias gavetas. Numa delas, fechada por chaves e códigos, está guardada a minha infância. Queria tanto voltar para lá. Não estou reclamando do hoje, mas acho que naquela época muita coisa era mais legal, as pessoas eram mais legais, as brincadeiras eram melhores, etc. Incrível isso. Tenho convicção de que era pela minha ingenuidade. Quando somos ingênuos e inocentes, tudo parece bom para nós. Lembro-me de quando passava horas no escritório onde meu pai trabalhava, brincando com ele no computador. E era MS-DOS! Nós ficávamos imprimindo uns desenhos de um programa que estava instalado lá. Éramos felizes, e isso me faz tanta falta... Sinto falta daquele amor, daquela inocência, daquele descompromisso com as coisas. Vejo que a vida não é fácil! Vejo agora que ser "gente grande" é difícil. As responsabilidades aumentam, as coisas dificultam, a vida impõe pressão, e sempre procuramos um escape! Seja ao ficar horas na frente dessa tela imunda, o computador, seja ao nos trancarmos em um quarto para ler e esvaziar nossas reservas de lágrimas, seja ao ouvir música durante o dia todo... tudo para fugir da realidade. E será que essa realidade é aquilo que queremos mesmo? Eu penso seguidamente e muito seriamente se tudo o que eu faço vale a pena. Me refiro a ficar estudando e estudando, a perder a cabeça com bobagens, a ficar nervoso com meu irmão quando ele pega algo que é meu, a ficar alegre quando consigo ir bem numa prova. Será que isso é felicidade?
----"Quero ser feliz, não quero ser Phd!", me contou um amigo. Estávamos conversando a respeito da faculdade, e ele me contava, até meio abatido, o quão difícil era trabalhar com seu professor Phd, que viajava todos os dias e não tinha tempo para a família. É aí que eu penso: "Será que vale, mesmo?". Será que ficar na internet vale mais do que um abraço ou uma conversa com uma pessoa amada? Será que perder tempo nas tecnologias é mais importante do que um bate-papo legal com aquela turma? Esses dias mesmo, um amigo me ligou pra tratarmos de negócios. Fazia cerca de um ano que não conversávamos mais. Fomos colegas no ensino médio, isso há dois anos. Conversar com ele fez brotar uma saudade dentro de mim. Saudades de lidar com pessoas que amo, de viver situações que amo. Naquela época em que ouvir Mamonas Assassinas, sem entender uma sequer das maliciosas letras, era diversão, na época em que a internet era privilégio de poucos e as pessoas se importavam somente com o sólido e não com o virtual, naquela época em que ainda se conversava e não teclava, naquela época...