sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Suspiro...

Tenho passado dias e dias tentando decifrar a mente do ser humano. Não que eu seja psicólogo ou neurologista, mas sou mais um decepcionado com a humanidade. Todos os dias vejo coisas que me deixam triste. Presencio temas dos mais terríveis e atitudes arrogantes, tanto que estou começando a ter alergia a esse tipo de situação. Evito ficar perto de quem é assim. É triste, é chato, mas "quem disse que a vida é fácil?"¹.
Ao longo dos anos a vida tem me mostrado que as pessoas perdem o caráter facinho facinho. Existe um ditado que diz mais ou menos assim: "Quer conhecer alguém, dá-lhe um cargo". É uma verdade incondicional! Incrível como esse dito tão simples funciona e, pior, obtém quase 100% de resposta afirmativa. Infelizmente, em dezoito anos de vida, já tive a oportunidade de passar por situações como essa. Certas pessoas que somente conheci realmente depois de serem "elevadas". Há quem conteste. Cada um com seus problemas, né?! Há quem possa pensar que o encargo tenha feito a pessoa agir de cabeça quente, sem pensar, sem calcular as conseqüências. Mas é aí que eu me refiro. Se a pessoa tem cabeça fraca, não lhe dê um cargo, oras! Pra mim, inconseqüência é ter cabeça fraca.
Outro grande problema de ter a cabeça fraca é pensar que tendo um cargo, tudo é lícito. Há chefes de empresa que acham que podem escravizar seus empregados, tratando-os como meros servos sem valor. Outra coisa muito comum ao pessoal de posto alto é ter vista embaçada para coisas boas e vista ótima para coisas ruins. É tão belo quando um chefe elogia seus empregados pelo seu trabalho constante, pelo bom rendimento, pela sua bela postura. Tão triste é ver que um mero erro às vezes leva à demissão. Quando se faz tudo certo, dificilmente se vê elogios. Ao errar, as críticas são inúmeras. É assim em tudo que é lugar, acostume-se (suspiro...).
Deus nos fez livres. Ele nos libertou e assim devemos ser e agir. Embora a vontade de muitos é mudar essa situação - acho que poderá ser possível algum dia (suspiro 2...) -, devemos ser cautelosos e simplesmente fazer nossa parte, sem ser rude ou rebelde para com esse tipo de circunstância. Jesus nos ensinou a amar. Ame e veja a diferença, seja a diferença! Comece aos poucos. A utopia talvez um dia se torne realidade. Ou não. Se no fim você não mudar o mundo, fique feliz por mudar aqueles que lhe rodeiam. Pelo menos eu penso assim (suspiro 3...)...


¹ - Capitão Nascimento, Tropa de Elite, 2007.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

ZzZz...

Engraçado é começar um texto. Ao começá-lo, deve-se haver ao menos um assunto a tratar. Não o tenho. Aliás, pensando de uma maneira um pouco mais "profunda", diversos assuntos rondam minha mente, só sei que o sono não me ajuda a relatá-los. É. Sono. Pode ser. Nesse instante minha cabeça dói um pouco. Por quê? Vou lhes explicar. Dormi cerca de 6 horas essa noite. Talvez alguns minutos a menos. A única coisa que sei é que não descansei o suficiente. Pra ser sincero, eu não sei! Meu corpo, sim, este sabe demais das coisas. O cansaço que toma conta da minha carne é semelhante à preguiça de realizar tarefas às vezes. Pois é. Devo admitir: sou um cara um tanto preguiçoso. Tenho certeza de uma coisa: se eu estudasse mais, certamente eu seria um músico melhor. É isso mesmo. Não querendo limitar-me à música, mas apenas para ter um exemplo fácil nesse instante de eterna perdição no mundo dos "vai-vens" mentais - entenda por sono, acredito que já citara anteriormente. "Bela roba" diria minha bisavó, em sotaque italiano. Trabalhava, dedicava-se, assim como a vó e a mãe. Refiro-me às minhas. Bem, onde quero chegar é que deveria estar dormindo em um instante desses. Pra que manter-me acordado e torturar o meu corpo sensível, ao invés de estar repondo minhas energias, para acordar cedo e colocar em prática o estudo, o trabalho e as demais tarefas comuns? Pois é. Talvez essa ambigüidade dolorosa seja a luta mais difícil de vencer. Um dia ei. Vencerei. Espero até lá não ter pego no sono nas horas de redação. Ao menos dessa vez não foi.