quinta-feira, 6 de novembro de 2008

"Jesus, outra vez profundamente comovido, foi até o sepulcro. Era uma gruta com uma pedra colocada à entrada." Jo 11.38

Estava aqui procurando um texto bíblico pra postar para vocês. Passeei por algumas folhas da minha Bíblia e me chamou a atenção essa passagem. Muito difundida na igreja, a história de Lázaro é talvez um dos principais fatos da vida de Jesus. No entanto, esse versículo muitas vezes é deixado de lado. Não que os pregadores não dêem importância para esse texto, mas há algo extremamente poderoso. A parte que me toca é "outra vez profundamente comovido". Eu vejo que Jesus era de fato um ser humano. Sujeito a sentimentos, dores, tentações, todo o mais, Jesus era Deus em carne e osso. É realmente impressionante pensar por esta perspectiva! Jesus é tudo o que Deus é, mas em forma humana! Diversas vezes Ele demonstrou sua maneira humana de agir, quando chorou, quando se comoveu, quando curava e amava seu povo, quando ensinava com mansidão e paz, quando tratava seus discípulos com muito amor e amizade, enfim, Cristo veio para mudar conceitos e revolucionar a vida hipócrita de antes! Enquanto os fariseus não se comoviam, não amavam, eram egocêntricos e egoístas, buscavam apenas para o seu umbigo, Jesus e seus discípulos vieram transformar o ruim em bom.
O versiculo afirma categoricamente que Jesus se comoveu. Comoção é um sentimento extremamente próprio do ser humano. Quando enxergamos uma pessoa passando fome, geralmente nos comovemos com aquela cena, ao ver uma criança desamparada, ficamos comovidos e sempre buscamos ajudar. É plausível afirmar que logo após uma comoção geralmente vem a VONTADE do ato. Nem sempre é possível agir, mas a vontade de ajudar é extremamente forte. Quando Jesus se comoveu, Ele ajudou. Ele amou, teve compaixão e, com Sua imensa paz e poder, conseguiu agir naquela circunstância. Diferentemente de hoje em dia, tempos em que os sacerdotes estão levando o evangelho como uma religião, uma ditação de regras, Jesus naquela época se comovia e amava. Hoje as coisas parecem ser boas, mas não estão nada! A única coisa que enxergamos é brigas entre sacerdotes, um apontando o dedo pro outro, críticas, infidelidades, deslealdades, grosserias, estupidez. Se Cristo estivesse em carne e osso hoje, não existiria a religião evangélica! Não haveria denominações doutrinárias, diferenças. Havira, sim, um grande conflito entre aqueles que se dizem os tais. Jesus estaria entre os homossexuais, nas paradas-gay, nas boates, nas festas, nos congressos, nas reuniões familiares. Lá Ele estaria. E lá Ele faria. Curaria, salvaria e demonstraria Seu poder. Está na hora de deixarmos a religiosidade de lado, as regras estúpidas de lado, a "boniteza" de lado, a pseudo-organização de lado e agirmos como Jesus agiu! Que Cristo possa tocar em todos nós e fazer com que venhamos a nos comover e possamos pregar o verdadeiro evangelho, que é o poder e o amor de Deus.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

"Agente" ou "A gente"?

No português coloquial é muito comum as pessoas utilizarem a expressão "a gente". "A gente vai a tal lugar", "A gente costuma almoçar tarde", entre outras frases semelhantes. Um grande problema surgido através da expansão da internet foi o aparecimento de assassinos em série. Do português! Conversando, "tc", "batendo akle papo", a gurizada esquece de que para se comunicar utilizamos um idioma. E para que haja comunicação completa e legal, as regras desse idioma devem ser respeitadas. É muito comum enxergar coisas do tipo "agente vai...", "agente costuma...", etc. Agente é aquele que age, que exerce determinada função. Portanto, pessoal, ao utilizar essa expressão, lembrem-se sempre de separar as duas palavras. São duas e, portanto, requerem um espaço entre elas.
Bom, esse é o marco do reinício do meu blog! Vamos ter novidades, dicas de português, matemática, inglês, filosofias, Deus, música e muito mais! Fiquem ligados! A GENTE se vê por aí!

terça-feira, 18 de março de 2008

Foi um prazer

Descobri que devo viver antes. Primeiro viver, depois escrever. Digo isso, pois a cada dia tenho novas experiências e elas me ensinam muito. O que eu mais aprendi, foi que eu não sei nada da vida. Enxerguei que não tenho cabeça e maturidade o suficiente para dedicar-me a tentar "passar moral" para alguém. Não, não o tenho. É por esse motivo que encerro aqui minhas postagens nesse blog. O máximo, é postar algum versículo bíblico, mas nada além. Peço perdão a todos e espero que quando a maturidade suficiente me atingir, eu possa compartilhar com vocês as grandes experiências que terei até lá. Foi um prazer.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Suspiro...

Tenho passado dias e dias tentando decifrar a mente do ser humano. Não que eu seja psicólogo ou neurologista, mas sou mais um decepcionado com a humanidade. Todos os dias vejo coisas que me deixam triste. Presencio temas dos mais terríveis e atitudes arrogantes, tanto que estou começando a ter alergia a esse tipo de situação. Evito ficar perto de quem é assim. É triste, é chato, mas "quem disse que a vida é fácil?"¹.
Ao longo dos anos a vida tem me mostrado que as pessoas perdem o caráter facinho facinho. Existe um ditado que diz mais ou menos assim: "Quer conhecer alguém, dá-lhe um cargo". É uma verdade incondicional! Incrível como esse dito tão simples funciona e, pior, obtém quase 100% de resposta afirmativa. Infelizmente, em dezoito anos de vida, já tive a oportunidade de passar por situações como essa. Certas pessoas que somente conheci realmente depois de serem "elevadas". Há quem conteste. Cada um com seus problemas, né?! Há quem possa pensar que o encargo tenha feito a pessoa agir de cabeça quente, sem pensar, sem calcular as conseqüências. Mas é aí que eu me refiro. Se a pessoa tem cabeça fraca, não lhe dê um cargo, oras! Pra mim, inconseqüência é ter cabeça fraca.
Outro grande problema de ter a cabeça fraca é pensar que tendo um cargo, tudo é lícito. Há chefes de empresa que acham que podem escravizar seus empregados, tratando-os como meros servos sem valor. Outra coisa muito comum ao pessoal de posto alto é ter vista embaçada para coisas boas e vista ótima para coisas ruins. É tão belo quando um chefe elogia seus empregados pelo seu trabalho constante, pelo bom rendimento, pela sua bela postura. Tão triste é ver que um mero erro às vezes leva à demissão. Quando se faz tudo certo, dificilmente se vê elogios. Ao errar, as críticas são inúmeras. É assim em tudo que é lugar, acostume-se (suspiro...).
Deus nos fez livres. Ele nos libertou e assim devemos ser e agir. Embora a vontade de muitos é mudar essa situação - acho que poderá ser possível algum dia (suspiro 2...) -, devemos ser cautelosos e simplesmente fazer nossa parte, sem ser rude ou rebelde para com esse tipo de circunstância. Jesus nos ensinou a amar. Ame e veja a diferença, seja a diferença! Comece aos poucos. A utopia talvez um dia se torne realidade. Ou não. Se no fim você não mudar o mundo, fique feliz por mudar aqueles que lhe rodeiam. Pelo menos eu penso assim (suspiro 3...)...


¹ - Capitão Nascimento, Tropa de Elite, 2007.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

ZzZz...

Engraçado é começar um texto. Ao começá-lo, deve-se haver ao menos um assunto a tratar. Não o tenho. Aliás, pensando de uma maneira um pouco mais "profunda", diversos assuntos rondam minha mente, só sei que o sono não me ajuda a relatá-los. É. Sono. Pode ser. Nesse instante minha cabeça dói um pouco. Por quê? Vou lhes explicar. Dormi cerca de 6 horas essa noite. Talvez alguns minutos a menos. A única coisa que sei é que não descansei o suficiente. Pra ser sincero, eu não sei! Meu corpo, sim, este sabe demais das coisas. O cansaço que toma conta da minha carne é semelhante à preguiça de realizar tarefas às vezes. Pois é. Devo admitir: sou um cara um tanto preguiçoso. Tenho certeza de uma coisa: se eu estudasse mais, certamente eu seria um músico melhor. É isso mesmo. Não querendo limitar-me à música, mas apenas para ter um exemplo fácil nesse instante de eterna perdição no mundo dos "vai-vens" mentais - entenda por sono, acredito que já citara anteriormente. "Bela roba" diria minha bisavó, em sotaque italiano. Trabalhava, dedicava-se, assim como a vó e a mãe. Refiro-me às minhas. Bem, onde quero chegar é que deveria estar dormindo em um instante desses. Pra que manter-me acordado e torturar o meu corpo sensível, ao invés de estar repondo minhas energias, para acordar cedo e colocar em prática o estudo, o trabalho e as demais tarefas comuns? Pois é. Talvez essa ambigüidade dolorosa seja a luta mais difícil de vencer. Um dia ei. Vencerei. Espero até lá não ter pego no sono nas horas de redação. Ao menos dessa vez não foi.

domingo, 8 de julho de 2007

Ao mais que amigo...

----Você já deve ter lido diversas vezes a respeito de dar valor às coisas que você tem, enquanto AINDA as tem. É até meio entediante certas vezes ler a respeito, pois é típico daqueles SLIDES de Power Point que se recebe todo o dia na caixa de e-mails. Sabemos que certas vezes isso é uma hipocrisia, pois quase ninguém consegue dar valor ao que tem até que perca aquilo. Não digo que não existe quem consiga tal façanha. Há pessoas que dão muito valor ao que tem, às pessoas que estão a sua volta. Porém é complicado. Digo por mim mesmo. Eu já perdi muito na minha vida, e não conseguia dar o devido valor àquelas pessoas, coisas, etc. Até agora.
----Depois de tanto levar nas "paleta", aprendi a dar o devido valor às coisas. Talvez não o melhor valor, a melhor expressão de amor, a maior dedicação, a mais bela declaração de amor, mas aquela que está dentro do meu coração, no profundo da sinceridade. Essa é a que quero dar a partir de hoje. E quero compartilhar isso com você! Tome uma atitude na sua vida! Procure dar valor àqueles que estão ao seu redor. Sabe aquele cara do colégio que insiste em te incomodar, mas depois vem todo dodói te "bajulando"? Esse cara não merece seu valor. Ele merece, sim, seu perdão, mas não é uma pessoa que merece ser seu amigo. Deixe-o de lado, não vá atrás. Dê valor àqueles que talvez não estão ao seu lado em tempo integral, mas que você sabe que quando precisar, ele estará lá. Não se deixe levar pelas aparências. A amizade não se consolida da noite para o dia. Demora! É um processo. O amor não flui de um dia para o outro. Flui aos poucos, conforme você vai conhecendo a pessoa, seus defeitos, suas qualidades, suas manias. Essa é a maneira de amar uma pessoa, de dar valor à ela. Até mesmo estava conversando com um amigo meu esses dias. Ele me contava que descobrira os verdadeiros amigos. Citou-me alguns e eram poucos. Talvez uns quatro, no máximo cinco. Me contou também que alguns "amigos" continuamente perturbam-no, ofendendo-o de certo modo que o magoou. O que eu disse a ele foi apenas que aqueles não são os verdadeiros amigos. Eles não merecem a amizade de alguém bom. Não merecem o valor devido. Não merecem.
----No momento da perda é que vemos o quão importantes as pessoas são para nós. Não deixe de abraçar a pessoa que você ama. Não deixe de dizer que a ama. Você é menino e ela é menina? DEIXA DE BOBAGEM, GURI. Diz pra ela que você a ama. É sua amiga, não perca tempo, não perca a oportunidade. Não deixe de dizer que a ama agora, para não sentir remorso depois. Quando aquela pessoa estiver longe você vai ter apenas a lembrança dela e vice-versa. Fale! Não quer falar? Demonstre. De alguma maneira diferente, bela, interessante. É através deste texto que despeço-me de um grande amigo. Um irmão mais velho. Alguém que tem um coração lindo e puro. Alguém que merece o meu valor. Que merecia muito mais. Antes, com a proximidade, não dei o verdadeiro valor que aquele amigo merecia. Agora, com a distância, acordei. Antes que ele vá embora de vez, tentarei demonstrar o quão importante ele é para mim. Cara, tenho uma coisa só a dizer: te amo. Ame, caro leitor. Diga. Faça. Deixe de palhaçada e viva. Mostre. E seja feliz.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Naquela época...

----Você já acordou com uma sensação estranha? Estranha no bom sentido. Aquele dia que parece que tudo está diferente, ou então, que tudo está como você sempre quis que estivesse? Hoje acordei assim. O meu coração tem várias gavetas. Numa delas, fechada por chaves e códigos, está guardada a minha infância. Queria tanto voltar para lá. Não estou reclamando do hoje, mas acho que naquela época muita coisa era mais legal, as pessoas eram mais legais, as brincadeiras eram melhores, etc. Incrível isso. Tenho convicção de que era pela minha ingenuidade. Quando somos ingênuos e inocentes, tudo parece bom para nós. Lembro-me de quando passava horas no escritório onde meu pai trabalhava, brincando com ele no computador. E era MS-DOS! Nós ficávamos imprimindo uns desenhos de um programa que estava instalado lá. Éramos felizes, e isso me faz tanta falta... Sinto falta daquele amor, daquela inocência, daquele descompromisso com as coisas. Vejo que a vida não é fácil! Vejo agora que ser "gente grande" é difícil. As responsabilidades aumentam, as coisas dificultam, a vida impõe pressão, e sempre procuramos um escape! Seja ao ficar horas na frente dessa tela imunda, o computador, seja ao nos trancarmos em um quarto para ler e esvaziar nossas reservas de lágrimas, seja ao ouvir música durante o dia todo... tudo para fugir da realidade. E será que essa realidade é aquilo que queremos mesmo? Eu penso seguidamente e muito seriamente se tudo o que eu faço vale a pena. Me refiro a ficar estudando e estudando, a perder a cabeça com bobagens, a ficar nervoso com meu irmão quando ele pega algo que é meu, a ficar alegre quando consigo ir bem numa prova. Será que isso é felicidade?
----"Quero ser feliz, não quero ser Phd!", me contou um amigo. Estávamos conversando a respeito da faculdade, e ele me contava, até meio abatido, o quão difícil era trabalhar com seu professor Phd, que viajava todos os dias e não tinha tempo para a família. É aí que eu penso: "Será que vale, mesmo?". Será que ficar na internet vale mais do que um abraço ou uma conversa com uma pessoa amada? Será que perder tempo nas tecnologias é mais importante do que um bate-papo legal com aquela turma? Esses dias mesmo, um amigo me ligou pra tratarmos de negócios. Fazia cerca de um ano que não conversávamos mais. Fomos colegas no ensino médio, isso há dois anos. Conversar com ele fez brotar uma saudade dentro de mim. Saudades de lidar com pessoas que amo, de viver situações que amo. Naquela época em que ouvir Mamonas Assassinas, sem entender uma sequer das maliciosas letras, era diversão, na época em que a internet era privilégio de poucos e as pessoas se importavam somente com o sólido e não com o virtual, naquela época em que ainda se conversava e não teclava, naquela época...