"Eu gosto de ir contra o movimento. Eu escuto o que os outros não escutam. Não gosto de ouvir o que tá sendo ouvido na rádio." Sempre pensei assim. Um dia falei pra um amigo, "cara, não curto ouvir som da rádio. Sei lá, acho que sou contra o comum". Ele me respondeu, "Leo, eu escuto música boa". Fiquei pensando e concordei com ele. Realmente, devemos escutar música boa! Mas a cada dia eu paro (será que vai acento? reforma ortográfica estúpida [2]) pra tentar achar esse tesouro. Tem sido difícil a tarefa! Sinceramente. Quando eu ligo o meu PC, vou direto às minhas músicas. Escolho algumas que me agradam e as deixo tocando indefinidamente. Mas são quase sempre as mesmas! Não tenho tido um grande suprimento de músicas boas. Certo dia eu li na revista Cover Guitarra - assino a revista pois é muito boa - uma matéria sobre o novo cd do Joe Satriani. Nem lembro o nome, mas lá falava que o cd era mais do que nunca o Satriani original, que o cd possuía belas canções, bla bla bla. Bom, fui comprar. Não costumo comprar muitos cds, mas gosto de ter a minha discoteca aqui em casa e Satriani sempre foi uma influência pra mim. Cheguei na loja, comprei, fui ao carro e liguei o som. Hm, pensei, a primeira não me agradou. Fui pra segunda, pra terceira, mais ou menos à medida que trocava as marchas, afinal não estava aguentando (sic) tanto som estranho. Desliguei o rádio decepcionado. Acho que foi um dos piores investimentos que eu já fiz em toda a minha vida. Achei que fosse me esbaldar em mares alucinógenos das guitarras solo, mas o Satriani me decepcionou bonito dessa vez. Nenhum hit como Top Gun Theme, ou Summer Song, Super Colossal, simplesmente nada! Hoje o cd tá guardadinho ali na prateleira.
Se eu ligo a MTV, lá tá o Fresno fazendo show com o Chitãozinho & Xororó. Na rádio, o NX Zero e essas bandas emocore dominam as frequências (sic). Faz uns 2 meses, eu fui num workshow de guitarra aqui na cidade. Dentre os guitarristas, havia o que mais se destacava, o incrível Frank Solari. Não desmerecendo os demais, até porque um deles, Michel Top, é meu amigo, mas o foco está no Frank agora. Solari deixou aberto a perguntas certo momento. Achei muito legal um comentário dele e condiz exatamente com o que eu penso e sou. Ele disse que "se alguém tá usando jeans, eu uso calção. Eu faço as coisas do meu modo e não sigo a moda". Foi algo muito verdadeiro e bateu comigo. Ele continuou e comentou que sabe muito bem o que a mídia de hoje procura. Pra quem não sabe, o Frank é um dos maiores guitarristas solo do país. Trabalhou com grandes nomes e é um deles! Já apareceu cotado como um dos quatro melhores do Brasil. Ele sabe. A mídia quer o momento. O que faz sucesso agora? Ah, é o emo? Então vamos fazer som emo! O Frank não é assim. Ele faz o som dele - muito bem, aliás - sem copiar nada. Poderia, por estar na vitrine, fazer algo que a mídia queira. Com sua capacidade, daria de 345 a 0 nessas bandinhas de garagem que têm estourado por aí. A diferença é que o Frank é ele mesmo. Num de seus comentários, mencionou que saberia muito bem ganhar rios de dinheiro se quisesse. No entanto, ele deixou bem claro que prefere ser o que realmente é, tocar o que gosta, fazer o que ama de paixão, e conseguir ganhar o suficiente pra se sustentar e viver bem. Esse é um exemplo de pessoa! Comentou também que para ele esse é o pior momento da história musical no mundo. De fato. Onde estão as bandas revolucionárias? Aqueles que mudam o panorama da história? Aqueles que de fato tocam o coração com inovações, acordes diferentes, melodias divinas? Falta isso hoje em dia. A música deixou de ser arte, para ser comércio. Espero que daqui a uns 20 anos, as influências na guitarra não sejam figuras como o guitarrista do Fresno, o guitarrista do Simple Plan, Chimbinha, entre tantos outros figurões. Se eles forem a influência do futuro, meu amigo, ele está perdido. E será que ouvir música boa, é ouvir quatro ou cinco acordes repetidos por um cd inteiro? Letras medíocres com conteúdo piegas? Me perdoe, mas prefiro ser contra o movimento. Não vou dizer que nunca ouvi essas bandas que citei. Não é por aí. Seria hipócrita. Mas o que me dói é saber que a música de qualidade está dando lugar à música comercial. O analógico dando lugar ao digital. E o futuro se mantém incerto. Vamos mudar esse panorama e fazer da música a maior arte, se é que ainda dá tempo.
Se eu ligo a MTV, lá tá o Fresno fazendo show com o Chitãozinho & Xororó. Na rádio, o NX Zero e essas bandas emocore dominam as frequências (sic). Faz uns 2 meses, eu fui num workshow de guitarra aqui na cidade. Dentre os guitarristas, havia o que mais se destacava, o incrível Frank Solari. Não desmerecendo os demais, até porque um deles, Michel Top, é meu amigo, mas o foco está no Frank agora. Solari deixou aberto a perguntas certo momento. Achei muito legal um comentário dele e condiz exatamente com o que eu penso e sou. Ele disse que "se alguém tá usando jeans, eu uso calção. Eu faço as coisas do meu modo e não sigo a moda". Foi algo muito verdadeiro e bateu comigo. Ele continuou e comentou que sabe muito bem o que a mídia de hoje procura. Pra quem não sabe, o Frank é um dos maiores guitarristas solo do país. Trabalhou com grandes nomes e é um deles! Já apareceu cotado como um dos quatro melhores do Brasil. Ele sabe. A mídia quer o momento. O que faz sucesso agora? Ah, é o emo? Então vamos fazer som emo! O Frank não é assim. Ele faz o som dele - muito bem, aliás - sem copiar nada. Poderia, por estar na vitrine, fazer algo que a mídia queira. Com sua capacidade, daria de 345 a 0 nessas bandinhas de garagem que têm estourado por aí. A diferença é que o Frank é ele mesmo. Num de seus comentários, mencionou que saberia muito bem ganhar rios de dinheiro se quisesse. No entanto, ele deixou bem claro que prefere ser o que realmente é, tocar o que gosta, fazer o que ama de paixão, e conseguir ganhar o suficiente pra se sustentar e viver bem. Esse é um exemplo de pessoa! Comentou também que para ele esse é o pior momento da história musical no mundo. De fato. Onde estão as bandas revolucionárias? Aqueles que mudam o panorama da história? Aqueles que de fato tocam o coração com inovações, acordes diferentes, melodias divinas? Falta isso hoje em dia. A música deixou de ser arte, para ser comércio. Espero que daqui a uns 20 anos, as influências na guitarra não sejam figuras como o guitarrista do Fresno, o guitarrista do Simple Plan, Chimbinha, entre tantos outros figurões. Se eles forem a influência do futuro, meu amigo, ele está perdido. E será que ouvir música boa, é ouvir quatro ou cinco acordes repetidos por um cd inteiro? Letras medíocres com conteúdo piegas? Me perdoe, mas prefiro ser contra o movimento. Não vou dizer que nunca ouvi essas bandas que citei. Não é por aí. Seria hipócrita. Mas o que me dói é saber que a música de qualidade está dando lugar à música comercial. O analógico dando lugar ao digital. E o futuro se mantém incerto. Vamos mudar esse panorama e fazer da música a maior arte, se é que ainda dá tempo.
"Eu gosto de ir contra o movimento. Eu escuto o que os outros não escutam. Não gosto de ouvir o que tá sendo ouvido na rádio." Sempre pensei assim.
ResponderExcluirMuitoooo bom... sou assimmmm tbm
tenho meu prprio estilo
mazzzzaaaaa
gosto-te muito viu maninho