quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Uma doença chamada Internet (parte 1)

Sabe, faz um tempo que eu chego aqui, começo a escrever mas a preguiça e a não-criatividade me fazem parar. Hoje decidi ir até o final, por pior que o texto fique. Sei que poucos são os que lêem esse blog - pra ser mais preciso, somente quem eu peço.
Posso dizer que tenho autoridade para falar do tema em questão. É um assunto complexo e extenso, mas vamos lá. A Internet surgiu em meados do século XX na necessidade de comunicação num momento de guerra. O sistema baseado em protocolos e comunicação à distância foi se desenvolvendo e ganhando espaço. No início, a disponibilidade ao usuário comum se dava via linha telefônica, em pacotes de dados de velocidade muito baixa. Estamos falando da década de 90, onde aqui no Brasil a Internet passou a ser utilizada pelo usuário comum. Lembro-me que quando eu tinha uns sete anos a tal da Internet já existia, mas era algo muito pequeno. Por volta dos dez anos, se não estou enganado, um tio meu que era metido com estar sempre ligado às tecnologias tentou instalar a Internet aqui em casa. Como se fosse hoje, lembro que fomos fazer um cadastro no ZAZ (hoje, o Terra) e depois fomos comprar um modem daqueles antigões. Plugamos o modem ao nosso 486, ligamos à linha e fizemos a discagem. Pronto! Era só navegar. Bom, não foi bem assim. Não funcionou! Que frustração! Já que meu primo queria me mostrar a tal da Internet, a loucura que era aquela novidade. Naquele instante me dei conta de que meu pai tinha um computador melhor, um Pentium 1! Pegamos emprestado e mesmo assim não funcionou. Bom, mas qual início dá certo? O meu foi só mais um deles. Com o tempo, a Internet foi ganhando força e estabilidade. O modem foi se modernizando e os provedores do serviço passaram a fornecer uma conexão cada vez melhor. Lá pelos onze, doze anos eu já tinha um computador um pouco melhor e a Internet então se tornou parte da minha vida. Naquela época a conexão era muito lenta e para conectar-se ao mundo virtual era necessário esperar até a meia-noite ou então até o final de semana. Quantas vezes de espera e ansiedade! Lembro que passava a semana aguardando pra chegar no final de semana e poder desfrutar por horas dessa maravilha moderna. Quão enganado eu estava!
Na necessidade de comunicação e de entretenimento, os sábios da Internet já inventavam programas e sites para bate-papo. Lembro que o primeiro programa que eu usei foi o mIRC, um sistema de conversação entre pessoas de todo o mundo, onde existiam canais para se filiar e compartilhar arquivos. Era algo muito grotesco mas era maneiro. Eu e meu primo às vezes passávamos a madrugada inteira navegando na Internet e desfrutando dos sites e programas de bate-papo e compartilhamento de arquivos. Aliás, foi nessa época que o famoso Napster surgiu para balançar de vez com as gravadoras. Além desses programas, com o passar do tempo e com minha rendição ao novo meio de comunicação, foram surgindo softwares, sites e muitas coisas novas que mudaram a perspectiva de qualquer pessoa. Passei a utilizaro ICQ, um programa muito antigo de bate-papo, que era a forma como nos comunicávamos com alguém. É o antecessor do famoso Messenger. Lembro que passava as noites de domingo em frente ao computador apenas jogando papo fora com colegas da escola e amigos que conhecia no mIRC. Foi aí que estragou tudo de vez!
Desde essa época, não lembro da vida sem ela, a grande doença: Internet. E isso de certa forma é muito triste. Pra mim é extremamente depressivo pensar dessa forma. E é isso que quero desenvolver ao longo do meu artigo.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Solidão...

O que fazer quando não se tem mais uma turma? Na época da escola era aquele alvoroço. Sempre ao lado dos amigos, brincando, brigando, fazendo malandragem, cortando estojo, empurrando no corredor. Trabalhos sempre juntos, ideais parecidos. A promessa de nunca se separar. Depois de toda essa história, a turma se desfaz. Um para um lado, outro para outro. Difícil de lidar com a distância de quem se ama. Quando tu finalmente consegue montar uma "turma" - as aspas são para mostrar que não foi um grupo realmente -, de repente algo acontece e um vai para um lado, outro para outro. Cada um já tem mais uma turma bacana. Mas e tu? O que acontece contigo? Cada um tem seu "bando" e dificilmente está sozinho. Daí tu monta mais um grupo e parece que aquele vai ser seu "time". Novamente as coisas entram em turbulência e a solidão aparece de novo. Parece tão difícil manter uma união! Principalmente quando se tem idéias tão diferentes uns dos outros. Mesmo que haja compreensão e amizade, os ideias acabam distanciando as pessoas. O que fazer nessas horas? O que fazer quando nem mesmo tu se importa com isso? Como lidar com essas situações tão "tempestuosas"?

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dedicando à melhor pessoa do mundo...




Em todo o meu blog existem dedicatórias. Algumas aos meus primos, outras a amigos. Um texto especial só pro meu irmão. Como diria o sábio, "o melhor fica por último" (alguém realmente falou isso? Fica por minha autoria caso ninguém descubra!). E ficou. Acabei de encerrar as atividades neste blog e me dei conta de que precisava homenagear mais uma pessoa. É até feio tratá-la como "mais uma pessoa". Eu vou homenagear "A PESSOA". Eu me dei conta de que passo tanto tempo conversando com amigos, seja no MSN, orkut, pessoalmente, e deixo de dedicar grande parte das minhas forças à pessoa mais importante da minha vida. Durante nove meses ela me carregou em seu corpo e tem continuamente me carregado nesse teatro da vida. Devo a vida a ela, minha mãe.
Em circunstâncias que não interessam a nenhum dos leitores, a minha mãe fez um papel duplo. Sustentou a mim e a meu irmão com todas as suas forças. Com um passado bem pesado, complicado e dolorido, conseguiu vencer as dificuldades e construir um futuro para os filhos. Acho que nenhuma palavra pode expressar a força que brotou dentro dela. E tenho muito orgulho em dizer isso. Desde pequeno eu sempre fui muito "amante" da minha mami. Nunca tive vergonha disso. Olhava pros meus coleguinhas que, na sua maioria, mentia, sacaneava e às vezes até falava mal da mãe, e não entendia. Nunca imaginei fazer algo assim, pois minha mãe sempre foi meu tesouro. Eu poderia trabalhar durante anos e ainda assim nada do que eu conquistasse poderia pagar o amor que ela teve por mim e por meus irmãos. Foi tanta dedicação que pouco tempo sobrou pra ela mesma. Durante muito tempo ela deixou de fazer coisas que realmente gostava para ficar conosco. E tenho certeza de que em momento algum se arrepende disso.
Durante um bom tempo eu passei por aquela fase complicada da adolescência, onde o jovem acha que entende de tudo e pode todas as coisas. Nessa época eu brigava muito com ela. Queria ter a razão e achava que a possuía. O que tinha era, na verdade, uma estúpida falta de respeito. Graças a Deus isso não durou muito, pois comecei a entrar nos eixos.
Lembro-me que um certo dia eu falei "mãe, quero aprender a tocar violão". E graças a ela, hoje eu toco diversos instrumentos, pois ela possibilitou essa minha entrada no mundo da música. Se não tivesse ela, ninguém teria me dado o primeiro violão - que ainda tenho. Não teria ganho a primeira guitarra e jamais teria um teclado. Tudo graças a ela. Lembro também que quando eu quis aprender inglês, informática, manutenção, lá estava ela pra dizer "claro, isso é bom pro teu futuro. Vai que eu pago." Não me refiro ao valor monetário, pois isso é passageiro, mas ao valor sentimental daquelas palavras. Ela doou tudo que tinha pra poder atender às nossas necessidades.
Esses são alguns pequeníssimos exemplos do que é a minha mãe. Sem falar das vezes que ela nos leva pra praia contra sua própria vontade, apenas pra nos agradar. Tantas coisas que já aconteceram que eu não teria como relatar em tão pouco espaço. Eu só tenho uma palavra pra tudo isso: obrigado.
Embora às vezes a gente discuta, outras vezes as coisas não parecem ir tão bem, eu simplesmente amo minha mãe. E nada nem ninguém vai mudar isso. Dedico essa homenagem à flor mais linda do meu jardim, o raio de sol que ilumina o meu coração, a mãe mais querida do mundo. TE AMO, MÃE!

domingo, 14 de junho de 2009

Fim da existência

Pois é. Cheguei à conclusão de que não sou bom o suficiente pra ter um blog onde possa divulgar minhas idéias. Sabe como cheguei a essa conclusão? Quando eu ia escrever minhas idéias (que a propósito estão na sessão de rascunhos do meu blog) e elas contradiziam as minhas atitudes. Eram minhas idéias, coisa da minha cabeça, vontades e pensamentos exclusivamente meus. E lá estava a grande contradição: uma hipocrisia. "Como posso escrever isso se nem vivo essa plenitude?". Talvez se um dia eu for mais maduro, com uma cabeça mais forte e conseguir ser uma pessoa normal eu volte a escrever aqui. Por agora deixarei alguns versículos bíblicos esporadicamente. Grande abraço.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Inexistência

Qual é o motivo da existência? Mas, existência de quê? Olha, eu diria que o mundo seria melhor com a existência. Pois é!

Sabe que tem uma piada mais ou menos assim: "Um dia um cara liga pro exército e diz 'Alô, é do exército?', do outro lado vem a resposta 'Claro que sim, bocaberta'. Aí o cidadão que telefonou diz 'Tu sabe com quem tu tá falando? Aqui é o general fulano'. Do outro lado da linha vem a outra resposta 'Tá, e tu, sabe com quem tá falando?', 'Não!', 'Ainda bem!'. TU TU TU". Bem engraçadinha a piada, não?

Tá, era só isso. Pensem a respeito :D

terça-feira, 19 de maio de 2009

Esquecer-se dos amigos?

Hoje eu tava conversando com uma amiga de tempos. Ela esqueceu o quanto nossa amizade foi importante. Esqueceu que existem segredos dela que sou uma das poucas pessoas que sabem. Não lembra dos momentos que aconselhei, ajudei, tentei. É, infelizmente tem gente assim!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Levante-se, meu amigo

Então, levante-se meu amigo! Redimindo-me do post anterior - aparentemente uma prévia de um caos iminente - venho falar diferenciadamente. Antes que esqueça, obrigado pelo comentário.
O Lucas, meu primo, leu o meu texto de ontem e quase cortou os pulsos de decepção do primo! Hehe. Tá, não foi tudo isso, mas sei que ele ficou triste por eu ter demonstrado aquela fraqueza. Mas é bom que isso aconteça. Tanto pra um lado quanto pro outro. Estar fraco mostra que não somos de nada! Somos apenas pó, e pra lá voltaremos um dia. O grande lance da vida, pra mim, é nunca abaixar a cabeça. Aí sim. Esse tipo de fraqueza não deve nem passar pela cabeça das pessoas. Se por acaso estiver passando na sua, esqueça isso, levante sua cabeça e tente de novo. Sabe, tenho uma grande rivalidade com joguinhos de computador e essas coisas. Não sei por que tenho tanta aversão. Talvez pelo fato de não ser paciente o suficiente, eu acredite que aqueles que jogam perdem seu tempo ali. Mas pra ser bem sincero, um dos meus maiores prazeres é jogar vídeo-game. Sou muito seletivo no jogo, mas se me agradar, eu posso passar até horas jogando. Os jogos são demais pelo seguinte. Quando o carinha perde, ou morre, a única opção é começar de novo e tentar mais uma vez. Geralmente, quando o jogo é muito complicado, essa atitude é repetida inúmeras vezes. Essa sacada genial tem que ser aplicada na nossa vida. Usualmente, quando enfrentamos uma dificuldade e ela nos derruba, grandes questões vêm à nossa mente. Perguntas, porquês, muita coisa. Não devemos negá-las. Elas existem! Agora, possivelmente nunca consigamos responder à maioria delas. Ou mesmo, se um dia isso fosse possível, a gente não iria passar de fase e pular um nível na evolução por causa disso. A vida não se tornaria mais fácil ou simples por causa das respostas. Feliz ou infelizmente é assim que a coisa funciona. Se decidirmos renunciar as perguntas e colocá-las debaixo de nossos pés, poderemos então seguir em frente e tentar passar pra próxima fase de novo. Se morrermos, continuemos. Se der GAME OVER, e parecer que tudo está perdido, levanta de novo, liga os cabos, manda ver e tenta mais uma vez. Se não fizermos isso, ninguém jamais fará por nós. É por esses motivos, meu amigo, que você tem que erguer sua cabeça, olhar pro céu com fé e muita luta, e ir atrás da sua missão nesse planeta. Confie em Deus, Ele lhe dá forças. Continue e seja feliz, mesmo que para isso você precise pausar o jogo, descansar e depois voltar.