"Naaaaaaanooooo!". Esse é meu irmão com seus primeiros tempos de vida. A primeira palavra que ele disse foi "Nano"! Me emociono só em pensar. Geralmente a criança inicia sua vida de tagarela com as palavras comuns do tipo "papai, mamãe". No caso do meu irmão foi diferente. Ele pronunciou o meu apelido! E esse foi o início de uma saga que já existe há 13 anos! Esse gesto singelo e inocente de me chamar de Nano se perpetuou durante todo esse tempo e foi apenas o início de uma grande e inquebrável amizade.
Lembro-me da primeira vez que o Giordano dormiu no meu colo. Na época era assim que o chamávamos, pelo nome. Eu estava sentado nessa mesma sala que vos escrevo, onde havia sofás no lugar de tanta tralha de som. Eu ali e ele no meu colo com seus poucos dias de idade. Lá pelas tantas ele adormeceu e aquilo foi o auge pra mim. Quanta alegria! Uma felicidade que não cabia em mim. Com o passar do tempo, ele foi ganhando um apelido caseiro, assim como o Nano. Didi era o apelido - e pegou! Lá pelos seus primeiros aninhos, eu e ele brincávamos muito de cabaninha, gravávamos fitas K7 com nosso gravador antigo, fingindo como se tivéssemos uma rádio ou algo semelhante. Lembro que eu dizia "fala GOL PIPI". Ele repetia de uma maneira muito meiga, "GOOOOOOOOOO PIPI", numa suavidade de voz incrível. Era o nascimento da irmandade. Com o passar do tempo, o Didi foi me aguentando e suportando, assim como eu a ele. Tapas (sim, nos batemos várias vezes), brigas, empurrões, risadas ridículas, invenções de apelidos - cerca de 20, entre eles manga, pitano, picidano, cícero, cição, gordi, pancetão, regordito, roliço, peidão, zizi, e por aí vai - com a ajuda dos primos (né, Lu?), canções inventadas durante o Natal (né, Pedro?), discussões, brigas pelo computador, jogos ganhos e perdidos no vídeo-game, noites em claro brincando, jogando, se divertindo, praia, entre outras inúmeras coisas que fizemos juntos. O tempo também se encarregou de amadurecer ambos. Os gênios e personalidades foram se firmando em cada um. No caso dele, ainda está começando. Com tanta mudança de pensamentos, diferenças de caráter, jeitos, muitas brigas vieram. Muitas discussões e "murrinhagens". Várias vezes eu errei por tratá-lo como um adulto, quando deveria estar compreendendo sua natureza infantil. Tudo certo hoje. Tenho aprendido dia após dia que tenho que relevar e lidar com o que ele é e está se tornando. Mas tudo isso, essa amizade, a maneira como nos relacionamos, apenas solidificou mais ainda essa história. Posso ver uma coisa muito clara, e que está escassa nas amizades de hoje. Entre eu e o Didi existe muita sinceridade e fidelidade. Quando brigamos ou nos desentendemos, logo depois estamos de bem. Muitas vezes paramos e conversamos sobre aquela briga e eu, na tentativa de educar ele - talvez tentando bancar um bom irmão mais velho -, tentava ensinar a moral de tudo aquilo, o porquê, os motivos, por que mudar, qual a razão de termos que deixar de brigar - e era apenas uma e muito forte: somos irmãos! E é isso que irmãos fazem: brigam, discutem, divergem em opiniões, mas acima de tudo se amam loucamente. Não sei o que seria do Nano sem o Didi e do Didi sem o Nano. Precisamos um do outro, necessitamos da presença do outro. Entre nós existe um amor muito grande. É o amor que deveria dominar todas as pessoas. Embora isso não aconteça nem mesmo comigo, sei que se assim fosse, o mundo seria bem melhor. Existem muitos motivos por que isso não funciona, mas esse não é o meu texto de hoje.
Queria realmente agradecer e homenagear o meu eterno GOL PIPI. Sei que ele está crescendo, que talvez daqui a um tempo eu vá ter minha vida sozinho, case, viaje, sei lá. Mas que ele saiba que seremos sempre e sempre irmãos. Eternos amigos! Ao meu fiel escudeiro, Didi!
Esse texto surgiu de uma conversa com minha amiga Indiana Baum
Lembro-me da primeira vez que o Giordano dormiu no meu colo. Na época era assim que o chamávamos, pelo nome. Eu estava sentado nessa mesma sala que vos escrevo, onde havia sofás no lugar de tanta tralha de som. Eu ali e ele no meu colo com seus poucos dias de idade. Lá pelas tantas ele adormeceu e aquilo foi o auge pra mim. Quanta alegria! Uma felicidade que não cabia em mim. Com o passar do tempo, ele foi ganhando um apelido caseiro, assim como o Nano. Didi era o apelido - e pegou! Lá pelos seus primeiros aninhos, eu e ele brincávamos muito de cabaninha, gravávamos fitas K7 com nosso gravador antigo, fingindo como se tivéssemos uma rádio ou algo semelhante. Lembro que eu dizia "fala GOL PIPI". Ele repetia de uma maneira muito meiga, "GOOOOOOOOOO PIPI", numa suavidade de voz incrível. Era o nascimento da irmandade. Com o passar do tempo, o Didi foi me aguentando e suportando, assim como eu a ele. Tapas (sim, nos batemos várias vezes), brigas, empurrões, risadas ridículas, invenções de apelidos - cerca de 20, entre eles manga, pitano, picidano, cícero, cição, gordi, pancetão, regordito, roliço, peidão, zizi, e por aí vai - com a ajuda dos primos (né, Lu?), canções inventadas durante o Natal (né, Pedro?), discussões, brigas pelo computador, jogos ganhos e perdidos no vídeo-game, noites em claro brincando, jogando, se divertindo, praia, entre outras inúmeras coisas que fizemos juntos. O tempo também se encarregou de amadurecer ambos. Os gênios e personalidades foram se firmando em cada um. No caso dele, ainda está começando. Com tanta mudança de pensamentos, diferenças de caráter, jeitos, muitas brigas vieram. Muitas discussões e "murrinhagens". Várias vezes eu errei por tratá-lo como um adulto, quando deveria estar compreendendo sua natureza infantil. Tudo certo hoje. Tenho aprendido dia após dia que tenho que relevar e lidar com o que ele é e está se tornando. Mas tudo isso, essa amizade, a maneira como nos relacionamos, apenas solidificou mais ainda essa história. Posso ver uma coisa muito clara, e que está escassa nas amizades de hoje. Entre eu e o Didi existe muita sinceridade e fidelidade. Quando brigamos ou nos desentendemos, logo depois estamos de bem. Muitas vezes paramos e conversamos sobre aquela briga e eu, na tentativa de educar ele - talvez tentando bancar um bom irmão mais velho -, tentava ensinar a moral de tudo aquilo, o porquê, os motivos, por que mudar, qual a razão de termos que deixar de brigar - e era apenas uma e muito forte: somos irmãos! E é isso que irmãos fazem: brigam, discutem, divergem em opiniões, mas acima de tudo se amam loucamente. Não sei o que seria do Nano sem o Didi e do Didi sem o Nano. Precisamos um do outro, necessitamos da presença do outro. Entre nós existe um amor muito grande. É o amor que deveria dominar todas as pessoas. Embora isso não aconteça nem mesmo comigo, sei que se assim fosse, o mundo seria bem melhor. Existem muitos motivos por que isso não funciona, mas esse não é o meu texto de hoje.
Queria realmente agradecer e homenagear o meu eterno GOL PIPI. Sei que ele está crescendo, que talvez daqui a um tempo eu vá ter minha vida sozinho, case, viaje, sei lá. Mas que ele saiba que seremos sempre e sempre irmãos. Eternos amigos! Ao meu fiel escudeiro, Didi!
Esse texto surgiu de uma conversa com minha amiga Indiana Baum
que lindo! relacionamento de irmão é tão diferente de qualquer outro relacionamento...creio que é o mais difícil mas o mais sólido. crescemos um com o outro só pela convivencia. não é fácil conviver com os defeitos e as diferenças do outro mas quando aprendemos a conviver com elas a relação só se fortalece e se torna genuína, sincera e singela. eu também tenho irmãs, vc sabe, e eu não troco elas por amizade nenhuma.
ResponderExcluirbeijo léo!
Porco Dueo, má cosi non dá, me fa piangere co quele busie. Tuto busie. Eheheheh busie de tuo zio. É isso ai. Cada vez mais fechado com a família, é o que deve ser.
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