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quinta-feira, 26 de março de 2009

Sorria, você está sendo manipulado

Eu decidi que esse texto ia ser crítico. Resolvi entrar no site do G1 (rede Globo que comanda) pra ver as "pérolas". Olhe as notícias: "Deputada do PC do B disputa título de mais bela na web", "Miss dos EUA é acusada de dirigir bêbada", "Moda indiana faz sucesso no Brasil" e finalmente "Violência 'vira rotina' em parte das escolas públicas". É uma vergonha! A primeira delas fala sobre a beleza da deputada. Grande porcaria - pra não usar termos mais pesados! Mulher bonita tem em todo o mundo. Isso não interessa, não acresce, não muda nada na vida do povo. Por que eles não põem "Deputados ganham 16 mil por mês e o povo continua pobre"? Tudo para mascarar essa rede indecente que é o nosso país. A segunda notícia fala sobre a miss EUA. Que vergonha, menina! Dirigindo bêbada? Uau! O G1 noticiou isso de uma forma que até nos faz acreditar que em nosso país essas coisas não acontecem. Ou mesmo nos fazem colocar a miss num posto superior, onde a bebida, drogas e coisas ruins não a atingem. "Miss doente? Onde? Não pode!" É uma hipocrisia imensa! A terceira notícia fala sobre a moda indiana. Ninguém sabe e nem mesmo eu sabia até ontem, que na Índia, por ser um governo regido por valores religiosos, existe a classe dos coitados e a dos bem-aventurados. Os coitados, como sugere a própria palavra, podem até sofrer o coito sem que o autor da atrocidade seja detido! Então, agora a Globo faz a volta ao mundo e nos mostra um pedaço fragmentado dessa realidade. Mostram apenas a parte boa, aquela onde os rostos bonitos se beijam e os maus sempre perdem. Aí alavanca o comércio nessa área e a coisa toda vira notícia de um site considerado um dos maiores de jornalismo no país. É uma safadeza sem tamanho! A manipulação da mídia se torna um dos maiores ícones dessa brincadeira e é tão descarado que chega a dar nojo! E o povo vai atrás, porque lhes falta conhecimento. A quarta notícia diz que a violência vira rotina nas escolas públicas. Essa é apenas o resultado das demais. Se os jornais continuarem a dar importância a tanta droga, a educação nunca vai ser algo importante na sociedade, levando jovens a ter atitudes estúpidas, como agredir seus professores, colegas, etc. Por que não penalizar o aluno que deu aquele tapa? "Ah, vamos chamar os teus pais, não faz mais isso!" Chamam os pais que muitas são outros ignorantes, que não resolvem nada e quem sai ganhando acaba sendo o fulano que deu o tapa!
Gente, a coisa tá feia. Temos que mudar tudo isso. Espero que a partir desse texto você possa analisar as coisas de uma forma mais crítica, enxergar além do que a mídia lhe impõe. São pessoas por trás disso que chamamos de mídia. Pessoas sujeitas a erros, falhas, manipuladoras, psicopatas. Ou então esqueça tudo isso e sorria, você está sendo manipulado!

Créditos ao professor Milton Larentis, cujas informações utilizei nesse texto

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Gone Without Good-bye


A fama e o sucesso são coisas distantes da maioria dos mortais. Não conheço estatísticas reais, mas imagino que a porcentagem de gente que consegue sucesso e fama na vida é muito baixa. Dentre os 6 bilhões de seres humanos, creio que uma fração mínima tenha conseguido alcançar o tão esperado reconhecimento mundial. Um deles é o Slash (foto). E eu o ajudei a conseguir essa fama. Não que eu tenha me esforçado para isso, mas fui mais um ouvinte do Guns N' Roses, acrescentando mais um para a lista - como dizem, é de pau em pau que se constrói uma canoa. Na época em que eu comecei a tocar guitarra, o Slash sempre foi uma influência pra mim. Não que eu saiba tocar todos os seus solos, mas o de November Rain, em especial, foi o que mais me "lavou a alma". Tudo bem. Um guitarrista influenciando novos guitarristas. Até aí a gente entende. Uma grande banda fazendo fama, sucesso, vendendo cds, fazendo shows. Tudo muito bonito. Ou não. Depois que conheci a minha maior influência em todos os sentidos, Jesus Cristo, essas bandas passaram a ter menos importância na minha vida. Quando eu tinha uma banda de rock, tocávamos Guns direto. Lembro de tocarmos Knockin' on Heaven's Door e Paradise City. Talvez tenhamos tentado tocar outra, não lembro. Tudo era muito legal, o alvoroço, a idéia de ser como eles, tocar igual. Com o passar do tempo e tendo minha mente aberta pela Palavra de Deus, comecei a enxergar as coisas por outro ângulo. Inclusive ante-ontem estava tentando elucidar a uns amigos meus uma coisa muito legal. Apenas para frisar, tenho passado dias intensos ao lado de pessoas muito especiais - muito mesmo. Peguei minha carteira, e pedi pra uma amiga - especial, ela sabe - descrever tudo o que via. Ela falou, "vejo um zíper, um fio solto e várias costuras". Eu disse, "eu vejo uma palavras em relevo e algumas costuras também, e sujeira". Estávamos falando da mesma coisa, mas por ângulos e vistas diferentes. Dependendo do ponto de vista, do local de observação, a coisa podia mudar. E mudou. Quando comecei a enxergar mais amplamente, vi que o Guns - e não só eles - eram infelizes (ou como diria o House, miserable). A fama, o sucesso e tudo mais apenas deixava momentos melhores. Não se tratava de uma felicidade e alegria constantes. Era tudo muito passageiro. Comecei a ver que eles bebiam e fumavam o show inteiro. Não se preocupavam em passar algo legal pra galera, mas apenas se divertir e meter som nas caixas. Certo dia fui assistir ao DVD Use your Illusion deles. Apenas por curiosidade e pra analisar as letras. Quanta coisa podre! O som realmente é maneiro, mas as letras deixam muito a desejar. Porcarias, besteiras, coisas que em nada mudam nada. Decepcionante. Nesse ínterim, o Guns se desmanchou. Um pra cada lado. Desentendimentos, drogas como motivos, confusões. Realmente os caras não tinham nada de bom pra passar!
Alguns dias atrás eu decidi comprar a biografia do Slash. Eu vi, em uma entrevista, que ele largou a heroína, pois viu que ela estava destruindo sua vida. Comecei a ler - ainda não terminei - e vi que a vida do cara foi uma verdadeira perturbação desde o início. Ele viveu no meio de drogados, prostituição, promiscuidade, roubos, inveja, confusões, brigas. E isso tudo o levou ao Guns, atingindo o tão esperado sucesso. Sinceramente, sucesso? Fama? Por favor. Eu brigo muito com isso. Alguns me falam e acham que ser famoso é legal. Talvez, se você tiver Deus ao seu lado, sim, é legal. Mas sem Deus, as coisas são perturbadoras. Drogas tomam conta e a pessoa nem se dá conta. A depressão entra e comanda, assim como um general ordena o seu pelotão. Aconteceu isso com o Brian "Head" Welch do Korn. Ele se via num meio de drogas e promiscuidade. Sua filha cantava letras da banda, coisas que nem adultos deveriam cantar. Até que certo dia ele entregou sua vida a Jesus. Tudo mudou!¹ Aconteceu o mesmo com tantos outros. Rodolfo Abrantes, do Raimundos, Chris Durán, entre tantos que deixaram a fama para seguir uma vida melhor. Se fama fosse tão bom, eles não a deixariam pra viver algo melhor, certo?
Eu apenas concluo que a vida deve ser vivida de uma maneira simples. Pra mim sucesso é viver dignamente sem dever nada a ninguém, ter uma família, filhos, saber criá-los, educá-los, dar-lhes amor. Ajudar seu próximo, amar aquele que te odeia, aquele que te ama. Isso é uma vida de sucesso. Quer essa vida ou a vida do Slash, que vive dia após dia dizendo não às drogas, na terrível tentação de ceder? Quer se parecer com Head, que deixou grana, fama, sucesso, para viver dignamente com Jesus e cuidar de sua família? Quer mudar tudo? Entregue sua vida a Cristo, Ele sim pode mudar tudo. Ele transforma, restaura, renova. Você não precisa de drogas, de adornos pra viver. Apenas viva o que Deus planejou pra você! Viva. E lembre-se, bata na porta do céu.

¹ http://www.youtube.com/watch?v=AOJqD66z3Qs

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Stained Glass Masquerade

"Eu não acho que incomoda o mundo que nós pequemos. Eu acho que incomoda o mundo que venhamos a agir como se não pecássemos. Há momentos que em vez de ser eu mesmo e expôr minhas próprias fraquezas e dores, eu finjo um personagem da pessoa que eu sei que eu deveria ser. Mas quando eu me exponho como fraco e frágil às vezes, isso libera que o Corpo de Cristo me restaure como eu deveria e convida outros a tirarem as máscaras da mesma forma".

Essa é mais ou menos a tradução de um texto presente no encarte de um de meus cds. É da banda Casting Crowns, e cada música possui um prefácio com o significado de sua letra. E esse é o de Stained Glass Masquerade, onde o compositor fala sobre vivermos sem máscaras e cientes de nossos erros. Entramos então em outro âmbito. Quem nos enxergará? Quem se preocupará com as máscaras? Deus muito bem sabe o que e quem somos. Ele é o único que sabe isso. Para os outros, por muitas vezes, usamos máscaras e, em certas situações, tão grandes que escondem tudo que realmente somos. Mas para quem nos mascaramos, a não ser para outros como nós? Se Deus tudo sabe, os únicos que podem realmente se importar com algo que queremos representar são outros como nós. Aí que eu quero chegar.
Alguém quer chegar diante de mim perfeito. Essa pessoa não quer me mostrar que tem erros, porque talvez certa vez eu dei a entender que não se pode ter erros. Eles são condenáveis. Erro é coisa de fraco! Daí em diante a pessoa chega a mim de uma forma diferente. Ela não representa sua própria personalidade, mas o que ela quer ser. Isso muda a personalidade e o caráter dela. Pode até mesmo causar um "baque" na vida dela e mudar algo para sempre. Ela estará dividida entre ser dois seres ao mesmo tempo. E de quem é a culpa disso tudo? Parcialmente minha, com certeza. Esse exemplo dado é uma realidade, nada fictício e condiz muito com a vida. Deixemos de esperar muito das pessoas! Não as julguemos pelos seus erros. Não condenemos suas falhas. Quando alguém fizer algo errado na sua frente e, supostamente, aquela pessoa deveria ser "perfeita", não se abale, sente-se, converse com ela - se isso lhe apraz e convém no instante -, mas nunca a julgue ou pressione.
Entenda. Ela é alguém como você, sujeita a erros. Não espere a perfeição. Se os discípulos de Jesus esperassem perfeição uns com os outros, jamais a teriam visto! Imagine João, Tiago, entre outros, observando Pedro. Era o queridinho e perfeitinho. Quase sempre falava coisas bonitas, como "Para onde iremos da Tua presença, se apenas Tu tens as palavras da vida eterna?", mas não era perfeito. Se os outros o julgassem, ou se espelhassem nele, talvez teriam tido uma grande decepção quando ele negou três vezes a Cristo. O mesmo com Judas, que traiu Jesus. Nunca espere demais do seu próximo. Apenas o ame e entenda suas falhas e seus erros. Ajude-o a ficar firme em todos os passos. Faça com que a cada dia ele esteja mais próximo do Senhor. E isso basta.